A Poupança continua sendo uma boa opção de investimento

Resumo

Mesmo com os recentes cortes na taxa SELIC feitos pelo COPOM (Comitê de Política Monetária), a rentabilidade da Poupança ainda não será alterada de acordo com o discurso da presidente Dilma Roussef feito nesta terça-feira.

Com a redução da taxa básica de juros a 9% ao ano, as aplicações de Renda Fixa passam a render menos devido à cobrança de taxas e impostos que tornam a Poupança cada dia mais atrativa.

Um fundo que tenha rentabilidade de 9% ao ano e cobra uma taxa de administração de 2% ao ano gera uma rentabilidade anual de 6,8% (sem o desconto dos impostos federais) que é praticamente a mesma rentabilidade oferecida pela Poupança ao ano. Isso gera um fluxo de investimento muito acima do normal para a Poupança, diminuindo assim o dinheiro disponível dos bancos.

Ao ser questionada sobre esse problema de liquidez dos bancos, a presidente respondeu que essas questões serão avaliadas com calma pelo governo.

Pontos Positivos

Para o investidor que não conhece muito bem o mercado financeiro, manter o dinheiro na velha e conhecida Poupança passa a ser um ótimo negócio. A poupança, além de ser simples para aplicar e resgatar, ainda conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 70.000,00.

O efeito da queda da taxa básica de juros do Brasil também pode forçar os bancos a diminuírem suas taxas e tarifas para atrair mais dinheiro de seus correntistas.

Pontos Negativos

Os bancos não podem utilizar todo o saldo da Poupança para realizar suas operações, logo, se o governo não alterar essas regras cada vez mais investidores vão tirar seu dinheiro de outras aplicações de renda fixa para colocar na Poupança. Com isso os bancos podem passar por sérios problemas de liquidez e acabar recorrendo ao próprio governo para sobreviver.

Opinião

É completamente justo (e normal) que o governo diminua a taxa básica de juros para pressionar os bancos a baixar suas taxas e tarifas, mas os acomodados banqueiros não estavam preparados para uma queda tão brusca da SELIC em um curto período de tempo. Sou totalmente a favor da “obrigação” aos bancos para reduzir as despesas que recaem sobre os investidores, mas não gostaria que o banco onde invisto quebrasse! Se a decisão do governo para baixar a SELIC foi tão rápida, eu espero que ele também resolva este problema rapidamente! Que tal diminuir os impostos para os investidores até que os bancos acertem suas contas? Seria uma boa!

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